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Notícia
 
02/04/2015 globo.com
 
Brasileiro pede barcos maiores
 

Estaleiros registram crescimento; feira tem público acima do esperado.
Para atender ao gosto do brasileiro, popas dos barcos aumentam.

As incertezas da economia e a disparada do dólar parecem não ter afetado a programação de grandes estaleiros de barcos de luxo. A marca italiana Azimut, que produz seus iates de luxo em Santa Catarina, num estaleiro que emprega 300 funcionários, vai fechar 2015 com 30 barcos produzidos no Brasil, mais que os 26 produzidos em 2014. E a meta para 2017 é produzir 50 barcos por ano no Brasil.
Mas para o CEO da empresa no Brasil, Davide Breviglieri, o mais importante desse crescimento em unidades, é que vem acompanhado do aumento expressivo do tamanho médio dos barcos, atendendo à demanda dos consumidores brasileiros.
%u201CO mercado náutico brasileiro vem evoluindo e vendas e vem crescendo em tamanho. É de fato nosso produto forte, barcos maiores. Tem cliente que abandona casa para ficar com o barco. Estou negociando com cliente que quer um barco de 70 pés para, assim, vender a casa e viver no barco%u201D, contou.

O executivo anunciou que o estaleiro começa a produzir iates de 83 pés (25 metros de comprimento).
O mercado brasileiro é tão importante para a marca que adaptações têm sido feitas nos barcos para atender aos desejos do cliente.
%u201CAndamos ouvindo os desejos cliente brasileiro de aproveitar um pouco mais a área de popa do barco. Mundialmente aproveita-se a parte de cima, o fly-bridge, mas o brasileiro usa muito a popa para um churrasco, para um momento de festa e descontração. Absorvemos esse pedido e colocamos essa proposta em todos os barcos. São adicionais que não tiram nada da beleza do projeto, mas agregam o conteúdo específico. Mais riqueza onde o cliente brasileiro gosta de estar%u201D, explica o CEO.
Segundo Breviglieri, a indústria náutica andou redefinindo o patamar de números depois de anos de benefícios com o câmbio favorável e hoje o patamar é um pouco menor.
%u201CNem todos os estaleiros estão confortáveis, mas nossa proposta é de um grupo internacional que investiu na marca, no design, no equipamento%u201D, disse.

O estaleiro Azimut vai fechar 2015 com um faturamento de R$ 100 milhões, que representa 10% do faturamento do grupo. Em 2017, a meta é alcançar 15% do volume global. Começar a produzir para a América Latina também é um projeto já iniciado pela companhia. Um dos focos é o Caribe.
%u201CIsso é algo importante num momento de grande turbulência, e um projeto robusto, com proposta de marca forte consegue. Queremos ser número 1 no mercado. Sou o único internacional que produz no Brasil%u201D, disse Breviglieri.
Allysson Yamamoto, diretor de Marketing do estaleiro Intermarine, baseado em Osasco, na Grande São Paulo, concorda que o momento é desafiador na economia e delicado na política, mas diz que a empresa não pode reclamar.
%u201CEstamos vendendo bem mesmo com todas as incertezas e aumentando a produção em 40% em 2015 em relação ao número de unidades produzidas em 2014. O aumento se deve a uma série de estratégias envolvendo desde área comercial, ao lançamento de novos produtos, marketing, assistência técnica, um trabalho que permite que tenhamos esse crescimento consistente%u201D, disse.
Segundo Yamamoto, em 2014 foram vendidos 29 iates, e 2015 fechará com 42 vendidos. Ele não cita o faturamento do grupo.
%u201CO que vendemos mais é o de 60 pés. Para este ano tem sete unidades de 80 pés vendidas, algo que nunca aconteceu antes%u201D, explica, confirmando ainda a preferência dos brasileiros por barcos maiores.
A exportação está planejada para o fim 2015 e início de 2016, com foco na comunidade latina que vive em Miami, na Flórida. E logo depois, o público americano.
 


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